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Seu corpo esquenta, seu coração acelera, seus musculos se contraem em espasmos… È agradavel, o toque, o movimento, a textura… Seu momento de sinestesia é parado por uma sirene distante, susto! Entra em estado de alerta, a adrenalina sobe, os olhos se arregalam e percebe que a sirene nao passa do despertador. A noite dos prazeres tinha se passado sem conclusão. Fazer oque… levanta-se, vai pro banho, volta, se arruma, come e vai pra escola depois de tanto tempo de ferias mas ainda pensando no que aconteceu.

Primeiro dia, a tradição estudantil do país é que nunca tem aula no primeiro dia, nao adianta o professor inssistir, sempre falta mais da metade da turma e ele tem que repetir qualquer materia que ele passa.

Os poucos que vão são por nao ter oque fazer em casa ou por força superior (livre e expontanea pressão dos pais por exemplo) a vontade de estudar é minima, geral quer falar com amigos ou conhecidos que so se falam pela escola. Os professores conhecem alguns alunos novos, ja vao se acostumando com a tortura da falta de atenção, sorte deles que no caso desta escola nao tem que se preocupar com batedores de carteiras disfarçados de alunos.

Hora do intervalo, ja nao se chama mais recreio desde que entrou no ensino medio, mas ainda se pode observar infantilidade nos alunos, principalmente nos engraçadinhos ‘palhaços da turma’. Amigas a vista, legal, ela vai falar com elas;

nota sobre episodio:

-o nome da personagem seria revelado

-outros personagens seriam apresentados

(nota: resolvi parar de escrever pra me concentrar em outros assuntos)

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FONTE:

(Historia: Personificação P.2)

A rotina parecia ter voltado, aparentemente o humor se recuperava da depressão, mas só ela mesma sabia o quão profundo tinha sido aquele acontecimento.

Todos estavam mais felizes, mesmo a condição mais importante da familia nao ter mudado. os mesmos atritus continuavam, os mesmos problemas de relacionamento continuavam, mas a familia estava feliz. o ciclo de paz ainda estava sendo seguido, a previsão pra uma desgraça estava determinada.

Estranho, antes ela nao podia ver isso…

As familias demonstravam uma imagem de felicidade e perfeição, a grama do vizinho sempre é mais verde. A propria familia dela tentava mostrar tal imagem, mas uma mascara era facilmente observada pelo lado de dentro, principalmente desde que encontros estranhos do primo com a irmã (incluindo ruidos suspeitos de pancada na parede no quarto) e a descoberta de varias amantes do avô – e suas filhas – depois de sua morte. Quem diria, aquele velhinho gentil e educado era um safado que metia chifre na mulher e puchava saco da neta só porque ela tendia a ser estudiosa.

Listando todas as habilidades que se tinha em mãos, agora poderia-se dizer que se tinha quase dobrado de habilidades, sem considerar habilidades latentes ainda nao utilizadas. Isso lhe deu mais confiança pra executar as coisas, tanto pela perda do medo de errar quanto pela nova percepção das coisas.

Adentrando um pouco na vida das outras pessoas pela observação de suas conversas, atitudes e forma de lidar com problemas, ela observou que acima de nove a cada dez pessoas que havia a sua volta, eram mentirosas a respeito da propria intimidade pra evitar conversação desnecessaria, ja que em sua epoca, é mais emocionante falar da sujeira dos outros doque buscar solução pra propria estupidez.

E agora? escapou de ter se matado por pura derrota e agora descobriu que vive em um mundo onde nao vale a pena viver com as pessoas, oque fazer? mais uma vez ficou a observar o nada, direcionando sua vizão a um ponto fixo em uma direção qualquer, geralmente uma direção onde ocorre algo para camuflar a dispersão.

O resultado obtido: se ela se matasse, acabaria com a chance de qualquer coisa nova ou possibilidade de descoberta que houvesse. Então decidiu viver para observar como expecatora este mundo belo e cheio de gente estupida. Oh, mas ela esqueceu de que seu corpo é constituido de materia, e as outras pessoas podem machuca-la fisicamente ou ate mesmo psicologicamente pois por mais que estivesse praticamente ausente de seu corpo, ela ainda possuia ligação com seus instintos, ainda tinha vontades que qualquer humano teria, como sede de sangue, sexo e medo da morte.

De certo modo isso lhe ajudou a continuar ‘misturada’ na sociedade como alguem ‘normal’, mas ainda assim era perceptivel de que ela é diferente. ‘Perceptivel’, podemos considerar, uma diferença notavel apenas por aqueles que são superiores em termos de observação psicoemocional.

Os dias passaram, as decepções aumentaram, suas hipoteses só se confirmavam, cada vez mais a habilidade de identificar o estilo de uma pessoa apenas por observação se apurava, requerindo menos tempo e uma observação cada vez mais indireta para se obter uma avaliação… É como um racismo, mas diferente, era referente a cultura das pessoas, havia uma repulsão enorme por pessoas de certo estilo por causa de suas observações que comprovariam auto-destruição de certas culturas geradas por falta de responsabilidade e má educação ou simplesmente ‘nonsenses’ de seus estilos.

Observações feitas, leituras obtidas, a vida começa a se tornar um tedio e a previsibilidade um saco. Seus desejos continuam… Apesar de todo seu estudo e conhecimento academico adquirido, quando ela cansa de tudo, quando fica sozinha a pensar na vida antes de dormir, naqueles momentos que a solidão ataca ate a mais pura freira, a tentação bate forte no seu corpo na forma de um desejo quase incontrolavel de obter um relachamento a qualquer custo… A falta de sono nao ajuda, a filosofia chega no limite, as informações e lendas coletadas em livros e ouvidas pelos cantos da cidade preenchem sua cabeça de curiosidades e vontade de experimentar o chamado prazer da vida.

3 seres observam do céu o continente: “olhe para estas pessoas… são estupidas, tão ignorantes. se fazem de idiotas pra fazer oque é errado”

um outro dis: “fazem isso para se divertir, mas no final sempre acabam magoando a eles mesmos… imcompreensivel…pois sabem no que vai dar”

o primeiro fala novamente: “nao vale a pena trocar 1 palavra com essa gente, muito menos ajuda-los”

o terceiro que estava calado, finalmente dis: “apesar de tudo, acho que pode ser divertido viver lá, ter uma vida”

o primeio que falou, entao, dis: “entao ta apostado, desce lá e vive uma vida. se você obter sucesso, você vence, se desistir, perde”

entao ela acorda… tudo isso esta em sua consciencia apenas como uma memoria. mas nao faz sentido, nao encaixa com sua situação atual, nao se encaixa com o lugar, com oque vê sente e mesmo com sua memoria do passado.

ela tinha decidido acabar com a propria vida, ainda segurava a faca de ponta fina. teria se matado e misticamente ressucitado? improvavel demais…

suas memorias são de uma vida passada completa, e esse fragmento de memoria… nao há memoria de tentativa de suicidio, apenas a ideia.

agora ela nao sente mais desejo de morrer ou viver, esta apenas a observar autisticamente as coisas acontecerem, sua mente esvaziou-se de vontades, seus olhos perderam o brilho, sua face demonstra indiferença a tentação, a morte e a felicidade.

mesmo tendo memorias de uma vida passada inteira, aquele pequeno fragmento lhe dava a sensação de que aquele corpo nao pertencia a ela, mesmo assim era como se tudo se tornasse mais claro, coisas que ela nao via agora vê, coisas que nao conhecia agora conhece.

isso foi um impacto em sua consciencia, qualquer lembrança que fosse revivida tinha uma nova analise, informações, um novo ponto de vista.

agora esta apenas confusa. olha no relogio e percebe que se passaram 3 horas, os pais estão para chegar.

guarda a faca, arruma a cama, ajeita o cabelo e a roupa, mae chega e ajuda na casa. irmã tinha saido, volta mais tarde. de volta a rotina da vida de suas memorias mais completas, mas com uma nova visão das coisas.